O Ele e a Ela
Amabilidade ainda ao amanhecer,
animosidade áspera ao anoitecer.
Astutos arrebatam, ambos, ante a ágata...
Arrogantes, amigos, adornados ao acaso.
Ele, ente eterno, ele entenebrece!
Ela, ente erudita, ela enternece!
Exóticas espécies, espartana e específica,
entrelaçadas e eternizadas e explícitas.
Inexplicáveis, instigados, insípidos,
instintivamente incorrem inexatidão.
Indefesos, indefessos, indestrutíveis,
igualmente inocentes, incorrem ingratidão.
Os obcecados oponentes organizados.
Outra, ousadia orgíaca; outro, opróbrio!
Ortodoxos ou otimizados... Orientados...
Ora oprimidos, opressores, óbvio!
Unidos, unívocos, uns urbanos,
unidirecionais ultimados, uns unânimes.
Umas ufanas, uns usurpados ufanos.
Utopias usuais, únicas, úteis, uniformes.
Ama a esmo e inspira ímpares obras outras, únicas... Únicas.
- Por favor, se logue ou se registre para poder enviar comentários
- 82 leituras

Não apenas a idéia da relação amorosa (muito bem narrada),
mas também outra preciosidade aqui vista...
Trata-se do quanto se aprende vocabulário com versos!
Quem isso me ensinou foi uma professora e depois, claro, os
poetas... Os bons poetas como aqui vejo...
E como aqui leio, neste exato momento!
Riqueza de trabalho... E de vocabulário!
...
Muito obrigado, Moura.
Eu tive uma ajuda muito especial do Mestre Aurélio.
Uma das coisas mais interessantes sobre nosso idioma é que passaremos uma vida tentando domá-lo... E somos por ele, claro,...
A propósito, estou escrevendo esta resposta em meus "cinco" eternos e diários minutos em que me permito ser dragado pela Página Literária.
Grande abraço,
Bom lê-lo, Gerson. Inteligente arranjo de palavras: o AEIOU agora não mais somente das crianças, mas representando-as nos adultos que amam em poesia, com suas idiossincrasias sérias e lúdicas, com seus delitos e virtudes, como todos nós o somos afinal, únicos nessa multiplicidade que é ser humano.
Muito obrigado Fabbio. sinto-me honrado por seu comentário.
Grande abraço,