Sou então teu copo d´água

imagem de EX-USUÁRIO-09JUL2010

Copyright © Fabbio Cortez
In Publico Cativo, Oficina Editores, 2007
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venta tudo o que tens pra dizer
chove tudo o que tens pra chorar

mas depois chama o tempo bom
para de dizer
para de chorar
querida tempestade

imagem de Cristina de Matos

A Musa Natureza o inspirou de forma arrebatadora.
Que saudades do tempo bom....
Calor demasiado, enxurradas,
ciclones e sei que mais!
Seu poema aquece o coração. Parabéns

 
imagem de Elmira Mattos

Belo poema, Fabbio!
Esses versos são como braços abertos a um acolhedor abraço.
Gostei muito, parabéns!

 
imagem de hmoura

Ou melhor, isso não é demais... É satisfatório, só que quererei
sempre mais (se eu puder querer algo por aqui).

Que beleza de poema!
Que fabulosa utilização do nosso belo idioma...
Verbos, substantivos e adjetivos "entremeados"
e com construção muito inteligente! Inteligente e
agradabilíssima de leitura.

E ainda tem gente (muita gente) que passa ao largo
do português (não o patrício, mas o idioma) e fica
enchendo nossas medidas e o ar com essa bobalizações
tipo "coffee break", "kid", "pet shop"... Que náusea!

E que beleza mais este poema.

Parabéns, com louvor!

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imagem de EX-USUÁRIO-09JUL2010

HMoura, assim fico envaidecido... rsrsrs. Que nada, todos nós - cada qual a seu modo - somos a própria poesia.
Este, sabe? rabisquei também em... digamos assim... "homenagem" à minha mulher, devido a seus estresses e TPMs e sei lá mais o quê, costumeiros e desnecessários. Ela faz tempestade no meu copo; faço lá às vezes também meu turbilhão no dela. No final toda água acaba por serenar e nivelar-se, cristalina, como se nada tivesse acontecido.

Amigo, quanto às adaptações vira-latas que se faz no português com a língua inglesa, também fico pra morrer. Isso tem a ver com obtusidade, não é possível, com dependência total, cega, tola. Uma coisa ou outra vá lá, atura-se, mas "desempenho" também é palavra bonita, por exemplo; definitivamente não precisamos de "performance". Devemos, portanto, - desempenhar - da melhor forma possível nosso papel de lusófonos. E ainda se fala errado, um "ingrês" muito do salafrário. Veja o caso de "mouse" (/máuzi/ em vez de /maus/), e podíamos chamar o troço logode rato , ora essa! Nesse ponto os portugueses estão cobertos de razão.