Memórias
by Cristina de Matos on ter, 20/10/2009 - 8:29am
Memórias
Olhei o outro lado do tempo e não encontrei os locais das alegres tertúlias com os amigos onde as horas se encurtavam nos minutos.
Tudo parece distante. De lugar em lugar, procurei o café, o homem da concertina, o cego que cantava naquela esquina e, nada!
O passado é o olhar triste da saudade que invade todos os lugares num percurso sombrio quase etéreo, que me percorre por dentro e por fora e afoga-se no mar das minhas memórias.
As minhas memórias. Pensando bem, os meus amigos vivem permanentemente dentro do meu corpo, basta chamá-los e eles emergem e com eles vivo tantas coisas passadas. As dores, as alegrias, os infortúnios, os risos e as lágrimas. Tudo!
Juntos celebramos as coisas da vida.
Ainda bem que existem memórias
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Que seria de nós sem as nossas memórias?
Homens e mulheres sem passado, sem histórias, sem referências, sem gargalhadas ou lágrimas, sem momentos maravilhosos ou tormentosos.
A forma carinhosa com que as olhamos, é o que nos faz viver.
Diz-se que não se deve olhar para o passado, eu olho e gosto. Gosto do que já vivi, de recordar, de ir buscar alento. Ou apenas de olhar e ir colher experiência.
Abençoadas memórias!
Vem-me à memória constantemente, um certo Setembro bem próximo, de dias alegres e bem vividos, de muitas e boas gargalhadas, de felizes encontros e passeios.
Alheiras? não sabia ... mas vou acrescentar ao meu álbum! Junto com tudo o mais que não tive oportunidade de ver, mas por cima de tudo está o que tive oportunidade de viver.
... não importa se são tristes, saudosas, alegres... O importante
é termos o que lembrar, para vivenciar de novo, muitas vezes com outros olhos.
Que bom que vc voltou a achar palavras, para um texto tão bom!
Abração,
Olá amiga Cristina
É muito bom ter memória, sem ela nada somos. Um belo texto, muitos parabens
Beijinho
Hum...
Confesso que eu - embora passe muitas noites na
Internet ou vendo filmes - jamais tive olheiras.
E não quero tê-las para não ficar parecendo com o
Fantasma, aquele das histórias em quadrinhos (BDs).
Olheiras? Quero, não... Hum...
...
Olá amigos
Parece que não acertei, né? Vou deixar para vocês. O Agá é um "unhas de fome" e não quer dar-me nem 1/31
Terei todo o gosto em ver a Adriana comer umas alheiras, no tal restaurante (eu não gosto, eheheh) mas vou comer as favas, ou o bacalhau, ou as sardinhas ou etc...que lá é tudo bom.
Obrigada pelas vossas palavras . Vamos ver se as minhas vieram para ficar.
Bjs
Você é mesmo unhas de fome! Não quer dar nem 1/3?
Para a próxima que vier a Portugal vai comer bolhas de ar!!!!
Já que estou em sarilhos, vou deixar ao Casal simpatia a descoberta da verdade.
Estou a gostare do seu português, pois então.
Abraço
Cristina, faz-nos o favor de não acertar o testinho, tá?
Fazemos questão de ir almoçar novamente ao "Das Flores", a Adriana ficou de olho nas alheiras. (risos)
Que bom que as palavras regressaram e desta feita cheias de "Memórias".
Dizem que um homem só morre mesmo quando ninguém se lembrar mais dele. O mesmo acontece com os belos momentos do passado. Enquanto nos recordarmos deles, estarão sempre vivos na nossa memória.
Belo texto, parabéns!
Sabe, dona, acho que vais perder até o 1/3 do prêmio a que tinhas direito.
Isso porque erraste a razão da morte do escritor-doutor, ora pois!
Ele não matou-se "somente" porque era o que tu disseste...
Se assim fosse te-lo-ia feito há muitos anos, não achas? Hum...
Os registro (pelo menos) apontam que a morte pode ter sido (ou foi)
motivada por outra razão. Razão até ligada ao que tu citas, mas a
razão, digamos "forense", foi outra. Estás a me "acompanhare"?
Acho que te meteste num sarilho difícil de sair!
Portanto, ou acerte de vez ou pague-me um almoço naquele restaurante
da Rua das Flores (e vou levar acompanhantes: Jara, o casal Arde e Fel e
ainda a MAC, do Porto). Hum...
(Está a gostare da minha escrita em português legítimo, de Portugal?
Pelo menos estou a "tentare"...).
...
Mas eu quero tudinho!
Suicidar-se com um tiro na cabeça é obra. Não sei se um acto de cobardia ou de coragem.....
No dia de Nossa Senhora de Fátima, em 1984.
As causas,provavelmente a sua suposta faceta homossexual reprimida. Naquela época era tabú, talvez agora não tanto.
Sim, ele mesmo, Crismatos, o autor no Testinho!
Mas... Não chegou a responder sobre a morte dele.
E errou feio sobre onde ele nasceu. Não foi em Curitiba, não!
Então, vai ganhar só 1/3 do prêmio. Hum...
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Obrigada pelas suas sempre agradáveis palavras.
Hoje as palavras voltaram, saudosas, sentidas mas VIVAS!
É bom ter palavras!
Um abraço
Testinho
Será o escritor e pediatra curitibano Pedro Nava ?
Ao ler seu texto, lembrei - nem sei porquê - de algo relacionado.
Relacionado não exatamente (ou apenas) à memória, mas ao
tempo passado, à experiência.
Famoso escritor basileiro (e também médico) chegou a afirmar que
a "experiência é um carro com faróis virados para trás".
Olhar o passado assim, acho eu, é moer-se de saudades... E até de dor, em alguns casos.
Seu texto, dona Cris, embora curto, é imenso... Imenso em lembranças e
em situações que todos vivemos... E sentimos!
Testinho: qual o escritor que cito e por que ele teve morte tão trágica?
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